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Principais problemas que elevam o custo de internação das operadoras

Fazer um monitoramento efetivo de internações com base em indicadores sólidos é essencial para controlar o custo de internação e alcançar metas financeiras. Entretanto, muitas…

Carefy

Fazer um monitoramento efetivo de internações com base em indicadores sólidos é essencial para controlar o custo de internação e alcançar metas financeiras. Entretanto, muitas operadoras não dão a devida atenção a esse processo.

Por isso, neste artigo identificamos os problemas e fatores mais relevantes que impactam diretamente o custo de internação, caso não haja um acompanhamento adequado. 

Saiba quais são os principais erros praticados pelas operadoras e entenda a importância de fazer uma boa gestão de internações

Que fatores envolvem o custo de internação?

Administrar as despesas de internação é um desafio para os gestores de operadoras de planos de saúde. 

É fundamental compreender os fatores que determinam o custo de uma internação. Ainda que os tipos de gastos com pacientes internados possam ser variáveis e dependam de diversos aspectos, como a complexidade de cada tratamento.

Assim, com esse conhecimento, o acompanhamento pode ser realizado de maneira competente. A princípio, entre os fatores mais relevantes, podemos considerar:

  • procedimentos e exames realizados;

  • tempo de permanência;

  • custo de diárias;

  • insumos e medicamentos;

  • número de pacientes por CID;

  • tipos de acomodação.

Por que é importante acompanhar e controlar o custo de internação?

Certamente, a questão das internações deve ter prioridade quando falamos de acompanhar custos no setor de saúde. De acordo com dados do Instituto de Estudos de Saúde Complementar, cerca de 50% das despesas assistenciais dos planos de saúde são referentes às internações. 

Ademais, há uma tendência de envelhecimento da população, o que demanda maior assistência médica e, consequentemente, eleva os gastos dos planos com internação. 

Nesse contexto, o IBGE fez uma projeção de que, em 2060, um quarto da população brasileira terá mais que 65 anos e, assim, o Brasil terá mais idosos que crianças. Dessa maneira, controlar e monitorar o custo de internação de forma eficiente é fundamental.  

Quais os erros cometidos pelas operadoras de planos de saúde na gestão de internações?

Antes de mais nada, estar ciente dos principais erros ao monitorar internações é o primeiro passo na busca por soluções para melhorar o processo. Assim sendo, listamos a seguir quais são eles. 

1. Não fazer auditoria concorrente

Inegavelmente, a auditoria concorrente é um procedimento operacional importante para avaliar os dados de internação, já que eles servirão de base para a tomada de decisões que refletirão no custo. 

Desse modo, esse tipo de auditoria, realizada durante o período de internação, possibilita que intervenções que diminuiriam o custo sejam feitas em tempo viável. 

Ao mesmo tempo, esse processo ajuda a corrigir possíveis falhas e permite a avaliação de exames e procedimentos que porventura possam ser desnecessários. Isso pode evitar mais gastos para as operadoras.    

2. Não ser ágil no recebimento das informações de pacientes internados

Atrasar o recebimento de informações de pacientes internados pode ser decisivo no controle dos custos que envolvem a internação. 

Em alguns casos, esse prazo é de até 5 dias. Sendo que, no fluxo desse processo, ainda é necessário que essas informações sejam compiladas e organizadas. Só depois disso a análise é feita pela operadora. 

Ou seja, quanto maior é a demora nesse recebimento, maior é o tempo gasto com a implementação de ações que visam à redução dos gastos com a internação. Um exemplo dessas seria uma troca de acomodação ou transferência. 

3. Não contar com sistemas integrados para gestão de custo de internação

A interoperabilidade entre sistemas é uma tendência tecnológica nos mais variados segmentos. Nesse sentido, a área da saúde também se beneficia da integração de ferramentas que, geralmente, operam de maneira isolada. 

A falta da centralização dos dados fornecidos por esses sistemas que viabilizam a operação impede que indicadores relevantes sejam gerados. Também impossibilita que uma análise mais precisa para a tomada de decisão seja realizada. 

4. Não ter acesso aos indicadores de internação

Custo total, internações por acomodação, pacientes por CID, tempo de internação e mapa de localização. Esses são apenas alguns dos indicadores de saúde e gestão mais importantes para o monitoramento eficaz do custo de internação. 

A falta de acesso a essas métricas afeta o gerenciamento das internações, já que as operadoras de planos de saúde são obrigadas a atuar às cegas.

Como fazer um acompanhamento eficiente das internações dos pacientes sem dados consistentes? Como saber, por exemplo, se o tamanho da equipe é suficiente para o volume de internações? 

Sem indicadores, não é possível fazer avaliações assertivas e garantir que as ações definidas para o gerenciamento dessas questões citadas sejam adequadas.  

5. Não acompanhar indicadores da rede credenciada

Como ter argumentos para possíveis renegociações de contratos visando à redução do custo de internação? 

Não tem segredo. Sobretudo, isso só pode ser viável por meio do acesso aos indicadores referentes à rede credenciada, com o devido acompanhamento desses dados em tempo real. 

Dito isso, podemos considerar que um problema enfrentado pelas operadoras que dificulta o controle de custos é a falta de indicadores da rede credenciada. 

Dados relacionados à performance dos hospitais credenciados são essenciais para avaliar se os valores administrados pelas instituições de saúde são condizentes com os serviços prestados. Assim como as informações sobre a assistência prestada.

Como podemos constatar a partir dos pontos citados neste artigo, os principais problemas das operadoras ao monitorarem o custo de internação têm uma questão em comum. Todos apontam a necessidade de se ter ferramentas e processos que gerem informações e dados estruturados de forma ágil. E o objetivo disso é a tomada de decisões estratégicas.

Em outras palavras, não há a possibilidade de fazer o monitoramento adequado e eficiente do custo de internação sem acessar os indicadores e métricas certas. 

Afinal, o que não é medido não pode ser analisado e gerenciado. 

Identificou essas dificuldades em sua rotina de gestão de internações? Talvez seja o momento de investir em uma solução que ofereça recursos para otimizar os processos envolvidos no monitoramento.

Nesse sentido, o software de gestão especializado em auditoria em saúde da Carefy é uma opção eficaz para o gerenciamento de internados e para um melhor acompanhamento do custo de internação. Com ele, estima-se a redução de 5% a 7% dos custos. 

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